domingo, 13 de março de 2011

Impacto do corte de 50 bilhões no orçamento.


O corte no orçamento é uma forma de o governo tentar atingir a meta cheia de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública e tentar conter o crescimento da dívida pública) do setor público neste ano, que é de R$ 117,9 bilhões, ou 2,9% do PIB. Nos últimos dois anos, a meta cheia, ou seja, sem o abatimento dos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não foi atingida.
O bloqueio de R$ 50 bilhões, segundo economistas, contribuirá, para conter a demanda por produtos e serviços, uma vez que o governo gastará menos, e, subsequentemente, a inflação. O objetivo é buscar uma política mais suave para a taxa de juros no decorrer do ano. Nesta semana, porém, a expectativa do mercado financeiro é de uma nova elevação nos juros por parte da autoridade monetária, dos atuais 11,25% para 11,75% ao ano. A expectativa do mercado, até o momento, é de que os juros subam para até 12,50% ao ano no fim de 2011.
Em seminário realizado na semana passada, o diretor de Assuntos Internacionais e de Normas do Banco Central, Luiz Awazu, avaliou que o corte de R$ 50 bilhões em gastos públicos contribuiria para reduzir as pressões inflacionárias na economia.
"A consolidação fiscal [corte de R$ 50 bilhões] determinada pela presidenta Dilma Rousseff é uma variável importante, e deve ser devidamente incorporada nas projeções. Com certeza, irá contribuir para a moderação da demanda agregada, e consequentemente, redução da pressão inflacionária. O Copom tem trabalhado com o cenário de cumprimento pleno das metas fiscais estabelecidas governo", declarou o diretor do BC na ocasião.

Um comentário:

  1. Com certeza, o governo (Dilma) irá conter gastos relacionados à política pública más, a taxa inflacionária tente a elevar-se, não gostei pois,
    no esforço de reduizir despesas, foram suspensas novas contratações no serviço público, assunto este que me interessa.

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